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terça-feira, 22 de outubro de 2019


POLÍCIA FEDERAL DETONA MÁFIA MINEIRA QUE FRAUDAVA INSS



FOTOS DO SITE DA POLÍCIA FEDERAL (PF): www.pf.gov.br

  A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã de hoje (22/10), a Operação Policial “ACINTE” para combater esquema de fraudes na obtenção de benefícios previdenciários (FOTO). Trata-se de mais uma ação da Força Tarefa Previdenciária em Minas Gerais, liderada pela PF, e também integrada pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT). Trinta e oito policiais federais cumpriram dois mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão nas cidades mineiras de Betim, Contagem e Juatuba. A ação contou com a participação de dois integrantes da CGINT. Todas as medidas cautelares foram expedidas pela 35ª Vara Criminal da Justiça Federal em Belo Horizonte.

      Segundo a Polícia Federal (PF), “a partir do confronto de dados, inicialmente fornecidos pela CGINT e pelo Tribunal de Contas da União, as investigações realizadas pela Polícia Federal revelaram um esquema de fraudes na obtenção de benefícios previdenciários de prestação continuada (LOAS)”. A PF explicou que, “a fraude consistia na criação de “beneficiários”, a partir da confecção de cédulas de identidade, certidões de nascimento e comprovantes de endereço falsos”. Ela contou ainda que, “somente com os processos previdenciários, já identificados, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sofreu, um desfalque de cerca de 3,2 milhões, consoante pagamentos já realizados, montante que poderia chegar a mais de 13,5 milhões, prejuízo evitado com a deflagração da operação de hoje”.

     A Polícia Federal explica que, “todos os investigados responderão, pelos crimes de formação de quadrilha e de estelionato qualificado. Os meliantes podem ser condenados, a até seis anos e meio de prisão por cada fraude comprovada contra o INSS. Os marginais responderão também, pelo crime de associação criminosa e a pena é de até três anos de cadeia”. O nome da operação faz alusão à postura de dois investigados em relação à Justiça. Um deles foi indiciado em cerca de 100 inquéritos policiais que tramitaram na PF, com condenação em pelo menos três ações penais relacionadas à prática de estelionato em detrimento do INSS. O outro possui vários registros policiais, tendo sido preso em flagrante em Ubá/MG em maio de 2017, nas dependências da Receita Federal, tentando obter registros, na base Cadastro de Pessoa Física (CPF), com diversos documentos de identidade falsos.

      A ação penal a que o segundo envolvido responde encontra-se em fase de prolação de sentença. Nada obstante, ambos permanecem fraudando o INSS e, mensalmente, gastam grande parte de seu tempo comparecendo às agências bancárias para sacar os valores relacionados aos benefícios fraudados. Mais informações na Comunicação Social da PF/MG, pelo e-mail:cs.srmg@dpf.gov.br, no site: www.pf.gov.br e pelo telefone: (31) 3330-52-70. Os marginais estão no xilindró vendo, o sol nascer quadrado, prá ficarem espertos. Segundo o artigo 157 do Código Penal Brasileiro, “Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência (roubar) é crime. A pena é de 04 a 10 anos de cadeia e multa”. Xilindró neles, prá ficarem espertos.

       FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.pf.gov.br

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