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quarta-feira, 12 de junho de 2024

CRIME ORGANIZADO 171 DEU UM GOLPE DE R$ 107 MIL EM USUÁRIOS DA FALSA CENTRAL DE SEGURANÇA E ACABOU NO XILINDRÓ DO LAGO NORTE “PRA FICAR ESPERTO”



FOTOS DO SITE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL (PCDF): www.pcdf.df.gov.br

   Um crime organizado de estelionatários acabou vendo, o sol nascer quadrado, nessa quarta-feira, (12/09), no xilindró da 9ª DP do Lago Norte (FOTOS), pra ficar esperto. A prisão desses marginais aconteceu, pelas mãos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Os agentes cumpriram: 08 mandados de prisão, 04 mandados de busca e apreensão e 10 bloqueios de contas bancárias. Os canas quentes fizeram as buscas nas cidades do Novo Gama, Ceilândia e Planaltina. O objetivo foi detonar, essa cambada 171 e especializada no golpe da falsa central de segurança bancária. Uma das vítimas era residente no Lago Norte e teve um prejuízo de R$ 107 mil, em grana viva.

    O crime organizado adquiria, os dados cadastrais de milhões de pessoas na darkweb, incluindo informações bancárias, perfil socioeconômico e dados pessoais. Com base nessas informações, selecionavam vítimas de maior poder aquisitivo, preferencialmente idosas, e entravam em contato por telefone, simulando o número do banco e se passando pela central de segurança.

       Os bandidos convenciam, as vítimas de que havia transações fraudulentas em suas contas e, com a confiança conquistada, induziam-nas a entregar seus cartões e celulares a um suposto funcionário do banco. Em seguida, os marginais realizavam saques, transferências e empréstimos fraudulentos. “Nesse tipo de golpe, geralmente os bancos se negam a fazer o estorno dos valores, pois as vítimas entregaram os cartões aos criminosos. Assim, temos pessoas idosas enganadas tendo, já no final da vida, que suportar prejuízos e dívidas impagáveis”, destaca o delegado Erick Sallum, coordenador da operação.

A investigação revelou que o grupo criminoso “batia ponto” em caixas eletrônicos de agências no entorno e evitava, o bloqueio das contas antes da obtenção do proveito do crime. Além disso, a 9ª DP do Lago Norte identificou, a existência de pessoas que alugavam, as suas contas bancárias para receber o dinheiro desviado, em market places de redes sociais. “As novas tecnologias alteraram a sociedade para sempre. Jamais retornaremos ao tempo de sossego e possibilidade de desatenção com a segurança cibernética. A polícia faz seu papel repressivo, mas a população deve redobrar os cuidados com seus relacionamentos e ações nos ambientes digitais”, alerta Sallum.

Com o material apreendido e as informações colhidas com os presos, a PCDF buscará identificar, os líderes dos marketplaces de comércio de contas bancárias. Os policiais irão em busca também das empresas clandestinas de telefonia VoIP, que permitem a modificação das binas e potencializando, a eficácia desse tipo de golpe.

O delegado da 9ª DP, Eric Sallum, alerta para a facilidade com que contas bancárias são comercializadas ilegalmente: “É possível comprar no atacado contas correntes de praticamente qualquer banco, em especial, dos digitais por valores que variam entre R$ 300 a R$ 500”. Sallum enfatiza que vender a própria conta bancária para terceiros configura crime, sujeitando o vendedor a acusações de lavagem de dinheiro e participação em fraudes eletrônicas (art. 171, §2º-A do Código Penal), com pena de 04 a 08 anos de prisão.

O artigo 171 do Código Penal Brasileiro diz: “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento: Estelionato é crime, a pena de reclusão é de 01 a 05 anos de cadeia e multa”.

Xilindró duplo e pesado nesse crime organizado de golpistas do Lago Norte de Brasília,  pra ficar esperto. Eu só tenho, uma pergunta a fazer, a você meu caro leitor:

_ “Desde quando, bandido assume, o que faz” ?

A verdade é que o Crime Organizado, em si é uma praga, que há mais de 40 anos infelizmente instalou-se, no seio da sociedade brasileira e difícil de ser destruído, mas não impossível.

FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.pcdf.df.gov.br


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