CRIME ORGANIZADO 171 DEU UM GOLPE DE R$ 107 MIL
EM USUÁRIOS DA FALSA CENTRAL DE SEGURANÇA E ACABOU NO XILINDRÓ DO LAGO NORTE “PRA
FICAR ESPERTO”
FOTOS DO SITE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL (PCDF): www.pcdf.df.gov.br
Um crime organizado de estelionatários
acabou vendo, o sol nascer quadrado, nessa quarta-feira, (12/09), no xilindró
da 9ª DP do Lago Norte (FOTOS), pra ficar esperto. A prisão
desses marginais aconteceu, pelas mãos da Polícia Civil do Distrito Federal
(PCDF). Os agentes cumpriram: 08 mandados de prisão, 04 mandados de busca e
apreensão e 10 bloqueios de contas bancárias. Os canas quentes fizeram as buscas
nas cidades do Novo Gama, Ceilândia e Planaltina. O objetivo foi detonar, essa
cambada 171 e especializada no golpe da falsa central de segurança bancária.
Uma das vítimas era residente no Lago Norte e teve um prejuízo de R$ 107 mil,
em grana viva.
O crime organizado adquiria,
os dados cadastrais de milhões de pessoas na darkweb, incluindo informações
bancárias, perfil socioeconômico e dados pessoais. Com base nessas informações,
selecionavam vítimas de maior poder aquisitivo, preferencialmente idosas, e
entravam em contato por telefone, simulando o número do banco e se passando
pela central de segurança.
Os bandidos convenciam,
as vítimas de que havia transações fraudulentas em suas contas e, com a
confiança conquistada, induziam-nas a entregar seus cartões e celulares a um
suposto funcionário do banco. Em seguida, os marginais realizavam saques,
transferências e empréstimos fraudulentos. “Nesse tipo de golpe, geralmente os
bancos se negam a fazer o estorno dos valores, pois as vítimas entregaram os
cartões aos criminosos. Assim, temos pessoas idosas enganadas tendo, já no
final da vida, que suportar prejuízos e dívidas impagáveis”, destaca o delegado
Erick Sallum, coordenador da operação.
A investigação revelou que o grupo criminoso “batia ponto” em
caixas eletrônicos de agências no entorno e evitava, o bloqueio das contas
antes da obtenção do proveito do crime. Além disso, a 9ª DP do Lago Norte identificou,
a existência de pessoas que alugavam, as suas contas bancárias para receber o
dinheiro desviado, em market places de redes sociais. “As novas tecnologias
alteraram a sociedade para sempre. Jamais retornaremos ao tempo de sossego e
possibilidade de desatenção com a segurança cibernética. A polícia faz seu
papel repressivo, mas a população deve redobrar os cuidados com seus
relacionamentos e ações nos ambientes digitais”, alerta Sallum.
Com o material apreendido e as informações colhidas com os
presos, a PCDF buscará identificar, os líderes dos marketplaces de comércio de
contas bancárias. Os policiais irão em busca também das empresas clandestinas
de telefonia VoIP, que permitem a modificação das binas e potencializando, a
eficácia desse tipo de golpe.
O delegado da 9ª DP, Eric Sallum, alerta para a facilidade com
que contas bancárias são comercializadas ilegalmente: “É possível comprar no
atacado contas correntes de praticamente qualquer banco, em especial, dos
digitais por valores que variam entre R$ 300 a R$ 500”. Sallum enfatiza que
vender a própria conta bancária para terceiros configura crime, sujeitando o
vendedor a acusações de lavagem de dinheiro e participação em fraudes
eletrônicas (art. 171, §2º-A do Código Penal), com pena de 04 a 08 anos de
prisão.
O artigo 171 do Código Penal Brasileiro diz: “obter, para si ou
para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém
em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento:
Estelionato é crime, a pena de reclusão é de 01 a 05 anos de cadeia e multa”.
Xilindró duplo e pesado nesse crime organizado de golpistas do
Lago Norte de Brasília, pra ficar
esperto. Eu só tenho, uma pergunta a fazer, a você meu caro leitor:
_ “Desde quando, bandido assume, o que faz” ?
A verdade é que o Crime Organizado, em si é uma praga, que há
mais de 40 anos infelizmente instalou-se, no seio da sociedade brasileira e
difícil de ser destruído, mas não impossível.
FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.pcdf.df.gov.br
.jpg)
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário