40 ANOS SEM MÁRIO EUGÊNIO, O GOGÓ DAS SETE
FOTOS DO MEU ARQUIVO JORNALÍSTICO PESSOAL. MATÉRIA PUBLICADA, ÀS 23 HORAS E 23 MINUTOS
Lamentavelmente, nessa segunda-feira, (11/11) completa-se e recorda-se, os 40 anos do bárbaro, cruel e covarde extermínio do jornalista policial, Mário Eugênio Rafael de Oliveira, 31 anos de idade (FOTOS). Ele era um funcionário do jornal, Correio Braziliense e também saudosa e extinta, Rádio Planalto AM, 890 khz. A emissora ficava localizada, no Setor de Rádio e Televisão no início da Asa Sul de Brasília. Eram 23 horas do domingo, 11 de novembro de 1984, quando o Marão deixou, os estúdios da amada Super Plan. O repórter policial gravou junto com operador de rádio, Francisco Rezende, o “Chiquinho”, a última edição do seu programa, o Gogó das Sete. Esse noticiário ia ao ar de segunda à sábado, das 07 às 08 horas da manhã. Era um campeão de audiência sintonizado, pela população de Brasília e o seu Entorno no Goiás desde, a sua estreia em 1978. O jornal Correio Braziliense e a emissora publicaram, no início da segunda-feira, (12/11), bem chuvosa, a triste notícia: “MATARAM MÁRIO EUGÊNIO”. A manchete foi, o maior furo de reportagem desse dia e dizia, que o jornalista “repórter policial”, Mário Eugênio foi crivado de balas (FOTOS). O crime aconteceu, na noite dia anterior, às 23 horas e 50 minutos do domingo, 11 de novembro de 1.984. Marão havia acabado de gravar, o seu programa matinal, o Gogó das Sete e que foi ao ar, na manhã do dia seguinte ao crime, a segunda-feira, 12 de novembro de 1984.
O ESQUADRÃO DA MORTE E A SENSURA
O Marão era amado, pela periferia, mas odiado, pelo Secretário de
Segurança Pública, o coronel do Exército, Lauro Rieth, o delegado, diretor
geral, Ary Sardella e os seus comparsas. O Gogó das Sete passou, o ano inteiro
de 1984 inteiro investigando, o Esquadrão da Morte de Brasília, o maldito “Esquadrão
da Escopeta”. O crime organizado era composto, por pela Polícia Civil do Distrito
Federal e Militares do Exército. A facção agia impunimente no Planalto Central,
no Entorno e promoveu naquela época, um verdadeiro banho de sangue.
Mário Eugênio, o Gogó das Sete da Rádio Planalto AM e do jornal,
Correio Braziliense foi ameaçado de morte inúmeras vezes, por esses canibais. Corajoso,
competentíssimo e decidido, o jovem repórter policial estava decido, a desmascarar,
o maldito “Esquadrão da Escopeta”. Marão ignorou, as perseguições, as ameaças e
foi detonado impiedosamente. O agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF),
Divino José de Matos, vulgo “Divino 45”, (que de Divino e de José, ele só tem,
o nome) já cumpriu, a sua pena e encontra-se em liberdade. Até pouco tempo, o
pistoleiro era morador de Taguatinga Norte.
O mesmo destino foi seguido, pelos outros assassinos. O sargento do
Exército, o sargento Antônio Montari Nazareno formou-se, em Enfermagem, pela
Universidade de Brasília (UNB) e foi aprovado, em um concurso público. Até
então, o ex-militar trabalhava no Hospital Regional do Gama (HRG) e excluiu, o Nazareno
do seu sobrenome. Moacir Assunção Loiola e Iracildo José de Oliveira, já morreram.
O delegado aposentado e ex-diretor da Polícia Civil do Distrito
Federal (PCDF), Ary Sardella e o coronel do Exército e ex-secretário de
Segurança Pública, Lauro Rieth eram moradores dos Lagos, Norte e Sul. Os dois foram excluídos do processo da morte de Mário
Eugênio. Tudo isso, porque não foram provadas, as participações dos meliantes
no crime e nem como patrocinadores.
MEMORIAL NEGADO: UMA INJUSTIÇA
CONTRA MÁRIO EUGÊNIO
No dia 06 de junho de 2011, em uma sessão ordinária da Câmara Legislativa houve, uma moção. Ela é de
autoria da deputada Liliane Roriz, para o jornalista Mário Eugênio, o Gogó das
Sete. Essa moção daria, o direito de construir, um memorial em homenagem ao
saudoso comunicador do Correio Brazilense e da Rádio Planalto AM. Mas a deputada
Rejane Pitanga (PT) voltou atrás e pediu a retirada do seu voto, sem justificar
para no Plenário sua ação. Rejane Pitanga (PT) puxou, a sua metralhadora cheia
de mágoas e fuzilou, o Marão em memória.
Dessa vez, o Gogó das Sete foi fuzilado também impiedosamente, por
essa imbecil. “Eu tive, um professor e o melhor que já tive, em toda a minha
vida. O Ronald que sofreu, muitas perseguições na sua vida, porque era homossexual
e parece, que ele estava com o seu namorado na Rodoviária do Plano Piloto. Essa
história foi levada aos programas, até que ele entrou, em uma crise de
depressão e suicidou-se. Ele foi uma pessoa muito importante na minha vida e
marcou, a minha vida”.
Regiane Pitanga continuou,
o seu relato. “Ele foi uma vítima de preconceito bravo, pelo Mário Eugênio e eu
não ia votar favorável”. A jornalista citou, a homenagem que a Câmara
Legislativa fez, ao comunicador e a parlamentar retrucou. “Eu sei, mas não sou
obrigada a concordar. Tem esses capítulos, ele foi assassinado e eu me lembro perfeitamente”.
A repórter perguntou, para política se a retirada do seu volto era, um repudio a
moção criada, pela deputada, Jaqueline Roriz. Regiane Pitanga explicou. “Não é
nem a moção. É esse fato que pra mim é muito difícil votar, numa moção em
homenagem, a liberdade de impressa. Até porque, eu acho que não foi tão bem
assim”.
Regiane Pitanga
concluiu, “Tudo isso, diante de uma pessoa, que eu tinha a proximidade. Ele foi
meu professor, ele era um artista plástico e se chamava, Ronald. Um dos melhores
professores, que eu já tive, em toda minha vida. Então, isso me dificultava
completamente, a votar. Eu acho que a deputada tem, todo o direito de fazer, a
moção e diante desse fato, eu pedi pra registar, a minha posição ao contrário”.
A MINHA ADMIRAÇÃO E HOMENAGEM
Há muito, a minha admiração, carinho, respeito, pelo Mário Eugênio
e pelo seu trabalho, não é surpresa, pra ninguém que me conhece. Desde criança,
eu sempre fui fã do Gogó das Sete e sonhava futuramente trabalhar, com ele aqui
em Brasília. Mas a maldita máfia policial do Planalto Central fuzilou, o Marão
e de certa forma destruiu, o meu sonho.
Mas eu me vinguei impiedosamente, quando eu escrevi e publiquei, a
biografia do Gogó das Sete. Um trabalho único, eterno, verdadeiro, que conta a
história de uma polícia sem escrúpulos, desonesta e assassina. Para mim é
sempre uma honra, um prazer prestar homenagem, ao Mário Eugênio, o Gogó das
Sete. Eu o faço, com muito amor e carinho, de um verdadeiro e eterno fã. O
jornalista Mário Eugênio Rafael de Oliveira está sepultado, no túmulo 288, do
Setor A, da Quadra 318 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul do Centro de
Brasília.
A minha vida inteira, eu nunca escondi de ninguém, a minha imensa
admiração, pelo Mário Eugênio, o Gogó das Sete do Correio Braziliense e da Rádio
Planalto AM. Eu sempre afirmei, que foi através dele e de mais outros três jornalistas:
Roberto Cavalcanti, o Perdigueiro, Valter
Lima e o Caco Barcelos, que eu me interessei, pelo jornalismo policial.
Hoje, eu sou mais um na luta contra o crime e me orgulho muito
disso. Eu não podia fechar, a edição do Heron Notícias, sem registrar aqui, os
40 anos do extermínio do querido e saudoso, Mário Eugênio, o Gogó das Sete. Ele
era sério, destemido e só falava, a verdade. O problema é que aqui no Brasil
ser honesto, dizer a verdade, denunciar mafioso é crime inafiançável e com pena
de morte decreta. Quem se atreve, a
fazer isso sabe, que é um crime sem chance de defesa e inafiançável. É um
caminho árduo, cruel, injusto e sem volta. Pra segui-lo, o jornalista tem que
amar muito, o jornalismo policial, amar intensamente falar, a verdade, fazer
justiça e não ter medo de morrer.
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