POLÍCIA DETONA MÁFIA QUE
FRAUDAVA A PREVIDÊNCIA NO RS
A
Polícia Federal (PF) (FOTO) e Ministério da Previdência Social desencadearam
nesta manhã, (27/10), a operação Terra dos Poetas, no Rio Grande do Sul. O
objetivo é desarticular um grupo responsável por fraudes em benefícios da
Previdência Social e Seguro-desemprego. Uma única aposentadoria irregular
detectada causou à Previdência Social prejuízo em torno de R$ 500 mil. Policiais
federais, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cumprem oito
mandados de busca, apreensão em escritórios, residências em Porto Alegre e
Viamão. Trata-se do mesmo tipo de fraude já investigado em outras operações
como a Rafaello, em Rosário do Sul, e Mendax, em Santa Maria.
Durante
as investigações, foram identificadas várias empresas que se encontravam
desativadas há vários anos e que nos últimos tempos passaram a ser utilizadas
para registros falsos de emprego que geraram direito a benefícios. Uma das
empresas foi criada na década de 70 para atender às necessidades de segurança
privada de um grupo empresarial do estado. No final dos anos 90 a empresa
deixou de funcionar, porém perante a Receita Federal continuou ativa. Depois de
muitos anos a empresa foi transferida para o nome de “laranjas” e os antigos
proprietários, com o auxílio de um contador, passaram a confeccionar Guia de
Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social (GFIPs)
para a empresa informando empregados que nunca existiram.
Vários
desses vínculos empregatícios totalizam 30 anos. São pessoas que nunca
contribuíram para a Previdência Social e que, com a fraude, obtiveram
aposentadorias próximas ao teto da Previdência Social. Os beneficiários do
esquema são engenheiros, advogados, e alguns são funcionários públicos do
Estado do Rio Grande do Sul já aposentados e que recebem aposentadoria pelo
Estado. Em outros casos constatou-se que, quando a empresa passava a apresentar
problemas financeiros, a titularidade era transferida para o nome de “laranjas”.
Alguns deles emprestavam seus nomes em troca de alguns reais e a empresa continuava atuando no mercado sob
a direção dos antigos proprietários. Além da sonegação fiscal e previdenciária,
os fraudadores lesavam instituições bancárias com a obtenção de empréstimos.
Quando os credores buscavam cobrar seus créditos somente encontravam dívidas e
um sócio que não possui bem algum.
A
pedido da Polícia Federal, o poder judiciário determinou o seqüestro de bens
dos investigados e a suspensão cautelar do pagamento dos benefícios fraudados.
Os investigados serão indiciados por estelionato contra a Previdência Social e
falsidade de documento público. Mais informações na Comunicação Social da
Polícia Federal no Rio Grande do Sul, pelo telefone: (51) 3235-90-05.

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