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terça-feira, 27 de outubro de 2015


POLÍCIA DETONA MÁFIA QUE FRAUDAVA A PREVIDÊNCIA NO RS



A Polícia Federal (PF) (FOTO) e Ministério da Previdência Social desencadearam nesta manhã, (27/10), a operação Terra dos Poetas, no Rio Grande do Sul. O objetivo é desarticular um grupo responsável por fraudes em benefícios da Previdência Social e Seguro-desemprego. Uma única aposentadoria irregular detectada causou à Previdência Social prejuízo em torno de R$ 500 mil. Policiais federais, servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cumprem oito mandados de busca, apreensão em escritórios, residências em Porto Alegre e Viamão. Trata-se do mesmo tipo de fraude já investigado em outras operações como a Rafaello, em Rosário do Sul, e Mendax, em Santa Maria.

Durante as investigações, foram identificadas várias empresas que se encontravam desativadas há vários anos e que nos últimos tempos passaram a ser utilizadas para registros falsos de emprego que geraram direito a benefícios. Uma das empresas foi criada na década de 70 para atender às necessidades de segurança privada de um grupo empresarial do estado. No final dos anos 90 a empresa deixou de funcionar, porém perante a Receita Federal continuou ativa. Depois de muitos anos a empresa foi transferida para o nome de “laranjas” e os antigos proprietários, com o auxílio de um contador, passaram a confeccionar Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e Informações à Previdência Social (GFIPs) para a empresa informando empregados que nunca existiram.

Vários desses vínculos empregatícios totalizam 30 anos. São pessoas que nunca contribuíram para a Previdência Social e que, com a fraude, obtiveram aposentadorias próximas ao teto da Previdência Social. Os beneficiários do esquema são engenheiros, advogados, e alguns são funcionários públicos do Estado do Rio Grande do Sul já aposentados e que recebem aposentadoria pelo Estado. Em outros casos constatou-se que, quando a empresa passava a apresentar problemas financeiros, a titularidade era transferida para o nome de “laranjas”. Alguns deles emprestavam seus nomes em troca de alguns reais  e a empresa continuava atuando no mercado sob a direção dos antigos proprietários. Além da sonegação fiscal e previdenciária, os fraudadores lesavam instituições bancárias com a obtenção de empréstimos. Quando os credores buscavam cobrar seus créditos somente encontravam dívidas e um sócio que não possui bem algum. 

A pedido da Polícia Federal, o poder judiciário determinou o seqüestro de bens dos investigados e a suspensão cautelar do pagamento dos benefícios fraudados. Os investigados serão indiciados por estelionato contra a Previdência Social e falsidade de documento público. Mais informações na Comunicação Social da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, pelo telefone: (51) 3235-90-05.


           FONTE DAS INFORMAÇÕES:  www.dpf.gov.

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