POLICIAIS CIVIS DE BRASÍLIA COBRAM
SOLUÇÃO PARA O QUADRO DEFICITÁRIO DA CATEGORIA
“Delegacia
nova? Não há policiais nem para as que já existem”; “Delegacia fantasma? Não
temos efetivo!”; “Delegacia sem efetivo: crimes sem solução”. Essas foram
algumas das mensagens expostas, na manhã desta quinta-feira, (21/01), nas
diversas faixas espalhas pela Praça do Buriti (FOTO), em Brasília. O recado era
claro: não há efetivo, hoje, na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para
dar sentido à criação de novas unidades. Por isso, o Sindicado dos Policiais
Civis do DF (Sinpol-DF) convocou uma manifestação concomitante à solenidade de
assinatura do decreto que criou uma Delegacia Especializada de Combate à
Intolerância Religiosa.
Antes
do início da cerimônia, os policiais entregaram panfletos às pessoas que se
dirigiam ao Palácio do Buriti, explicando o porquê da mobilização. A fim de
deixar claro o respeito da categoria àquele momento, também foram distribuídas
rosas brancas aos integrantes dos movimentos ligados às religiões de matriz
africana que, há anos, lutam pelos seus direitos. “Nós não temos o propósito de
desconstruir a luta secular dos movimentos sociais e, sobretudo, das religiões
de matriz africana. Mas viemos sim cobrar do governador Rodrigo Rollemberg a
devida atenção para a Segurança Pública e especialmente para a Polícia Civil,
que enfrenta hoje uma verdadeira crise em razão do baixo efetivo”, explicou
Gaúcho.
CONTRADIÇÃO
Os
policiais destacaram a necessidade de que o amparo à população atendida pela
nova delegacia não se restrinja apenas ao papel. Foi lembrado, por exemplo,
que, desde 2014, já existe na PCDF uma coordenação criada para reprimir os
crimes contra minorias e pessoas em situação de vulnerabilidade, e, no entanto,
apenas um policial está lotado na unidade. “De nada valem prédios vazios,
delegacias sem profissionais ou viaturas sem policiais, pois não há repressão
ao crime sem recursos humanos. Estamos protestando porque queremos uma
Segurança Pública eficiente”, ressaltou o presidente do Sinpol/DF.
FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.sinpoldf.com.br/

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