Páginas

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017





POLÍCIA OPTA POR “RECALL BRANCO” DAS ARMAS GRAVES APESAR DE GRAVEIS DENÚNCIAS 

"PARA O SINPOL/DF, O RECALL DAS ARMAS DEVERIA SER COMPLETO" .


Em um comunicado veiculado na intranet da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a Divisão de Controle de Armas, Munições e Explosivos (DAME) anunciou nessa quarta-feira, (08/02), que os servidores com as pistolas 24/7 e 640 (FOTO) serão convocados a apresentar as armas para manutenção preventiva da fabricante. Esses armamentos, produzidos pela empresa Forjas Taurus, são amplamente utilizados pelos policiais civis, mas têm apresentado falhas que, de forma recorrente, levam a disparos acidentais, uma situação denunciada pelo Sindicato da Polícia Civil do Distrito Federal (SINPOL/DF) há mais de um ano. Apesar da importância dessa manutenção, como forma de minimizar possíveis problemas, o Sindicato entende que a ação não é suficiente, uma vez que já ficou comprovado que essas armas apresentam um grave defeito de projeto.

A cobrança da atual diretoria do Sinpol/DF é de que seja realizado um recall completo. O diretor-adjunto de Comunicação do Sindicato, que já foi vítima de um disparo acidental por pistola da Taurus, entende a medida da empresa como um “recall branco”, a fim de se evitar o alerta amplo que deveria ocorrer em casos como esse. “Em um recall de verdade é preciso informar o ocorrido e esclarecer sobre os procedimentos a serem adotados para a solução do problema, por meio de uma série de anúncios em jornal, rádio e TV, como estabelece o Código de Defesa do Consumidor”, esclarece o diretor.

As normas para recall são regulamentadas pelo Ministério da Justiça por meio da Portaria 487/12. Nesse caso, deveria haver a informação sobre que tipo de procedimento será realizado nas armas, se haverá troca de peças e o principal, se o defeito será sanado. “Eles estão tentando reverter os defeitos através de manutenções pontuais, sem que todos os produtos sejam levados de volta à linha de montagem, como deveria ocorrer por se tratar de uma questão de segurança para os consumidores”, denuncia o diretor.

Outra luta do sindicato é pela quebra do monopólio da Taurus no mercado nacional. Isso possibilitaria que armamentos de outros fabricantes e com mais qualidade possam ser utilizadas pelos policiais, a exemplo do que já acontece com a Polícia Federal, que utiliza armamento importado de alta qualidade.

             FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.sinpoldf.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário