POLÍCIA OPTA POR “RECALL
BRANCO” DAS ARMAS GRAVES APESAR DE GRAVEIS DENÚNCIAS
Em um comunicado veiculado na intranet da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), a
Divisão de Controle de Armas, Munições e Explosivos (DAME) anunciou nessa
quarta-feira, (08/02), que os servidores com as pistolas 24/7 e 640 (FOTO)
serão convocados a apresentar as armas para manutenção preventiva da
fabricante. Esses armamentos, produzidos pela empresa Forjas Taurus, são
amplamente utilizados pelos policiais civis, mas têm apresentado falhas que, de
forma recorrente, levam a disparos acidentais, uma situação denunciada pelo
Sindicato da Polícia Civil do Distrito Federal (SINPOL/DF) há mais de um ano. Apesar
da importância dessa manutenção, como forma de minimizar possíveis problemas, o
Sindicato entende que a ação não é suficiente, uma vez que já ficou comprovado
que essas armas apresentam um grave defeito de projeto.
A cobrança
da atual diretoria do Sinpol/DF é de que seja realizado um recall completo. O
diretor-adjunto de Comunicação do Sindicato, que já foi vítima de um disparo
acidental por pistola da Taurus, entende a medida da empresa como um “recall
branco”, a fim de se evitar o alerta amplo que deveria ocorrer em casos como
esse. “Em um recall de verdade é preciso informar o ocorrido e esclarecer sobre
os procedimentos a serem adotados para a solução do problema, por meio de uma
série de anúncios em jornal, rádio e TV, como estabelece o Código de Defesa do
Consumidor”, esclarece o diretor.
As normas para recall são regulamentadas pelo
Ministério da Justiça por meio da Portaria 487/12. Nesse caso, deveria haver a
informação sobre que tipo de procedimento será realizado nas armas, se haverá
troca de peças e o principal, se o defeito será sanado. “Eles estão tentando
reverter os defeitos através de manutenções pontuais, sem que todos os produtos
sejam levados de volta à linha de montagem, como deveria ocorrer por se tratar
de uma questão de segurança para os consumidores”, denuncia o diretor.
Outra luta
do sindicato é pela quebra do monopólio da Taurus no mercado nacional. Isso
possibilitaria que armamentos de outros fabricantes e com mais qualidade possam
ser utilizadas pelos policiais, a exemplo do que já acontece com a Polícia
Federal, que utiliza armamento importado de alta qualidade.
FONTE DAS
INFORMAÇÕES: www.sinpoldf.com.br
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