PROJETO AGORA DO MINISTÉRIO PÚBLICO USA REDES SOCIAIS QUALIFICANDO O ATENDIMENTO A VÍTIMA DE VIOLÂNCIA SEXUAL INFANTIL EM BRASÍLIA
FOTOS DO SITE DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS (MPDFT): www.mpdft.mp.br E POLÍCIA FEDERAL (PF): www.pf.gov.br
O Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios (MPDFT) lançou, entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026,
o “Projeto Agora”, aqui em Brasília (FOTOS). O fato aconteceu
produzindo apresentações, para profissionais das redes de proteção do Paranoá,
Itapoã e São Sebastião. O objetivo foi divulgar, os fluxos de atendimento a
crianças e adolescentes em situação de violência sexual, elaborados no âmbito
do Projeto Ágora (FOTOS).
As atividades ocorreram na Coordenação Regional de Ensino do
Paranoá e Itapoã. Hão também encontros, com gestores e equipes da Atenção
Primária à Saúde. A proposta foi apresentar, os procedimentos pactuados e
fortalecer, a atuação integrada nos territórios.
Os encontros foram conduzidos, pela Coordenadoria Executiva Psicossocial (CEPS) e pelo Núcleo de Enfrentamento à Violência e à Exploração Sexual contra a Criança e o Adolescente (NEVESCA). É uma parte da etapa de disseminação dos documentos construídos, pelas redes locais de proteção.
FORMAÇÃO PARA QUEM ESTÁ NA LINHA DE FRENTE
A iniciativa busca garantir, que profissionais responsáveis pela
identificação, notificação e encaminhamento dos casos. Essas pessoas têm que
terem, a clareza sobre os procedimentos e as atribuições de cada órgão.
A primeira apresentação ocorreu, em 03 de outubro de 2025. O evento
foi, para orientadores educacionais da rede pública do Paranoá e do Itapoã.
Esses profissionais têm papel relevante no acolhimento de relatos no ambiente
escolar e na elaboração de relatórios. Os documentos subsidiam encaminhamentos,
ao Conselho Tutelar e quando necessário, à Polícia Civil.
Em 09 de dezembro de 2025, o encontro foi direcionado aos gestores
da Atenção Primária à Saúde das três regiões. Incluiu-se chefias das Unidades
Básicas de Saúde (UBSs). O foco foi sensibilizar, as equipes gestoras,
responsáveis pela validação das notificações e reforçando, o respaldo
institucional às equipes de saúde.
A etapa mais recente ocorreu, em 05 de fevereiro de 2026. Teve a
participação das Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (EMulti).
Formadas por assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais,
nutricionistas e outros profissionais. Essas equipes apoiam, a Saúde da Família
e desempenham, papel estratégico. O grupo atua na identificação de situações de
violência e no suporte técnico às notificações.
ATENDIMENTO
MAIS CÉLERE E HUMANIZADO
De acordo com a coordenadora do Nevesca e promotora de justiça
Camila Britto, a integração entre as instituições melhora os atendimentos às
vítimas. “A consolidação e a disseminação dos fluxos são passos fundamentais
para garantir que o atendimento às vítimas seja célere, humanizado e, acima de
tudo, livre de revitimização. Quando as instituições falam a mesma língua e
compreendem suas responsabilidades técnicas, fortalecemos a rede de proteção e
garantimos uma resposta estatal mais eficiente e segura para nossas crianças e
adolescentes”, afirma.
Para a coordenadora da Promotoria de Justiça do Paranoá, Maria
Cristina Viana. Essa etapa é decisiva, para a efetividade do Projeto Ágora e
para o fortalecimento da atuação integrada. “A apresentação dos fluxos amplia a
visibilidade do Projeto Ágora e incentiva a aplicação dos procedimentos
pactuados, contribuindo para a proteção de crianças e adolescentes. Além disso,
possibilita a identificação de pontos que podem ser aprimorados e reforça a
importância da atuação conjunta de toda a rede de proteção”, destaca.
PRÓXIMAS ETAPAS
Participaram das apresentações membros do Ministério Público do Distrito
Federal e Territórios (MPDFT) servidores
da área psicossocial e representantes da Coordenação Regional de Ensino, do
Conselho Tutelar e de centros especializados no atendimento a pessoas em
situação de violência.
A divulgação dos fluxos continuará ao longo de 2026. Haverá com a
ampliação das apresentações, para outros profissionais das redes de proteção do
Paranoá, Itapuã e São Sebastião. Mais informações, pela Secretaria de
Comunicação, pelos telefones: (61)
3343-9601 / 3343-92-20 / 993-03-61-73. Em outros meios de comunicação do Ministério
Público do Distrito Federal e
Territórios (MPDFT): jornalismo@mpdft.mp.br, facebook.com/mpdftoficial,twitter.com/mpdft, youtube.com/mpdftoficial e instagram.com/mpdftoficial.
DENUNCIE SEM SEGRE E SEM MEDO
Em caso de suspeita de qualquer violação de direitos contra
crianças e adolescentes denuncie: Polícia Militar 190, Samu 192 (para
pedidos de socorro urgentes), Delegacias especializadas no atendimento de
crianças ou de mulheres, qualquer delegacia de polícia, disque 100, baixe o
aplicativo Projeta Brasil, Conselho Tutelar, Centro 18 de Maio.
O MPDFT recebe denúncias de suspeitas de crimes sexuais em dias
úteis, de segunda a sexta-feria, das 12h às 18h, pelos telefones 127 e 0800
644 9500 (ligações gratuitas). O atendimento presencial acontece nos
mesmos horários, em dias úteis, no Eixo Monumental, Praça do Buriti, lote 02, sala 141. Os
cidadãos também podem encaminhar, e-mails, pelo ouvidoria@mpdft.mp.br.
O Código Penal Brasileiro diz, lá no seu artigo 213: “Constranger
alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a
praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Ou seja, o
estupro é crime e a pena de reclusão é de 06 a 10 anos de cadeia”.
Já o artigo 241 do
Estatuto da Criança e do Adolescente diz: “adquirir, possuir ou armazenar, por
qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena
de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente é crime. A
pena de reclusão é de 01 a 04 anos de cadeia e multa”.
FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.mpdft.mp.br
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