OPERAÇÃO
FAMES APURA SUSPEITA DE CORRUPÇÃO NA SEE DE BRASÍLIA
FOTO DO SITE DA
POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL (PCDF): www.pcdf.df.gov.br
"PLANTÃO DE POLÍCIA HERON NOTÍCIAS
www.plantaodepoliciaheronnoticias.blogspot.co.com
E
S.O.S BRASÍLIA www.sosbrasilia.com.br
COM RICARDO NORONHA, UMA PARCERIA DE SUCESSO NA LUTA AO COMBATE AO CRIME".
A
Polícia
Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Divisão Especial de Repressão à
Corrupção (DECOR/CECOR), em conjunto com a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio
Público e Social (PRODEP) do Ministério Público do Distrito Federal e
Territórios (MPDFT) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagraram, na
manhã dessa quinta-feira, (16/04), a *Operação Fames (FOTO). A ação teve o
objetivo de apurar suspeita de corrupção e irregularidades nos contratos de
compra de alimentos por parte da Secretaria de Estado de Educação (SEE), em
decorrência de fraude ao caráter competitivo de procedimento licitatório.
Participaram
da operação, 30 policiais civis, entre delegados, agentes, escrivães e peritos
criminais, além de analistas do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e dois auditores da
CGU, todos utilizando EPI’s. Eles também foram fornecidos às pessoas que se
encontravam, nos locais alvos das buscas como medida de prevenção à
disseminação do novo coronavírus. A PCDF contou que, “nas ações ocorridas em
Ceilândia, no Gama e Lago Sul foram cumpridos quatro mandados de busca e
apreensão. Um deles foi cumprido nas dependências da empresa contratada e os
demais nas residências do proprietário da empresa e de servidores que
participaram do processo de licitação”.
Segundo
o coordenador da Cecor, delegado Leonardo de Castro “as investigações, as
irregularidades foram inicialmente detectadas pela CGU em inspeção realizada
nos contratos da pasta, conforme relatório de avaliação (exercícios 2017 a 2019”.
Ele explicou que “ficou evidenciado que o processo licitatório ocorrido em 2017
contou com diversos atos praticados por servidores públicos que alteraram
parâmetros nutricionais a serem adotados nas merendas escolares, sem nenhuma
justificativa, beneficiando diretamente a empresa que viria a se tornar a vencedora
do certame, inclusive com a desclassificação de outras empresas que
apresentaram propostas mais vantajosas ao ente federativo”. O doutor Leonardo
de Castro disse que, “a flexibilização admitiu carnes mais gordurosas e com
menor quantidade de proteínas, em inobservância à meta estipulada pelo Programa
de Alimentação Escolar do Distrito Federal (PAE), além de outros problemas como
falta de variedade e desabastecimento de carnes in natura nas escolas,
sobrepreço e superfaturamento”.
O
coordenador da Cecor, delegado Leonardo de Castro, explica que a empresa
fornecedora contratada recebeu, aproximadamente, R$ 35 milhões da SEE, nos anos
de 2017 a 2019, sendo que o contrato ainda está em vigência. “O prejuízo ao
erário, apurado até o momento, é de aproximadamente R$ 4,3 milhões, podendo
chegar a R$ 11 milhões”, destaca. As diligências visam à obtenção de elementos
probatórios que irão subsidiar as investigações em andamento. Até o momento,
elas apontam a ocorrência dos crimes de fraude ao caráter competitivo de
processo licitatório, corrupção ativa e corrupção passiva. “A medida não
prejudicará o fornecimento de alimentação escolar, haja vista que as aulas
estão suspensas por ocasião das medidas governamentais para enfrentamento à
pandemia de Covid-19”, finaliza o delegado Leonardo de Castro.
FONTE DAS INFORMAÇÕES: www.pcdf.df.gov.br


Nenhum comentário:
Postar um comentário