10ª DP DO LAGO SUL DESVENDOU CRIME ORGANIZADO ESPECIALISTA EM LAVAGEM DE REMÉDIOS EM BRASÍLIA “PRA FICAR ESPERTO”
FOTOS DO SITE DA POLÍCIA CIVIL DO DISTRITO FEDERAL (PCDF): www.pcdf.df.gov.br
A 10ª DP do Lago Sul desvendou, nessa
sexta-feira, (17/04), um crime organizado especialista, em lavagem de remédios
em Brasília (FOTOS). O esquema macabro foi detonado, pela Operação
Policial Alto Custo deflagrada, pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). A
máfia é especializada, em furtar e roubar, medicamentos de alto custo (FOTOS). Esses produtos são utilizados, nos tratamentos para câncer,
doenças autoimunes e de pessoas transplantadas. Foram cumpridos, 17 mandados de busca e apreensão e
05 mandados de prisão preventiva. As ordens foram decretadas, pelo Poder
Judiciário do Distrito Federal e Territórios. Foram apreendidas, 493 caixas de
Upadacitinibe avaliadas em aproximadamente R$ 04 milhões (FOTOS).
Após um ano de investigação foi desvendado,
um ardiloso e cruel esquema de “lavagem de medicamentos”. A trama envolve
empresas de fachadas distribuidoras de medicamentos de alto custo. O golpe cooptava
colaboradores de empresa distribuidora de produtos farmacêuticos provenientes
de empreitadas criminosas.
Essa máfia desviava e subtraía, os
medicamentos, e, por meio de fraudes contábeis e fiscais. Os ladrões reinseriam
de forma aparentemente legal, os fármacos de origem criminosa de volta ao
mercado. Eles eram fornecidos, a instituições de saúdes com notas
ideologicamente esquentadas.
Umas das principais distribuidoras de
medicamentos lesada está situada, aqui no Distrito Federal. O cérebro criminoso
de toda a organização tem, a sua sede na cidade de Goiânia/GO, com elastério em
Minas Gerais, São Paulo e no Rio de Janeiro. A PCDF interceptou, uma carga
proveniente de roubo ocorrido no dia 31/03/2026 no Município de Niterói/RJ,
apreendendo em uma das transportadoras situadas no Aeroporto Internacional de
Brasília, Presidente Juscelino Kubitschek.
O fato aconteceu, na circunscrição da 10ª
DP, com o apoio da Receita Federal do Brasil e do Delegado de Polícia Titular
da Delegacia de Roubo e Furtos de Cargas da Capital do Rio de Janeiro/DRFC.
O bojo do inquérito policial trouxe
robustez probatória dos crimes de furto qualificado pelo abuso de confiança. Houve
também, o concurso de pessoas, receptação qualificada no exercício da atividade
comercial. A punição está no artigo 273
do Código Penal, relativo à falsificação, corrupção, adulteração ou alteração
de produto. Tudo isso está destinado, a fins terapêuticos ou medicinais, bem
como a existência de organização criminosa. A máfia está estruturada, para a
prática reiterada de infrações penais, nos termos do artigo 2º da Lei nº
12.850/2013.
Os medicamentos subtraídos são de altíssimo
custo, a exemplo do VENCLEXTA (utilizado no tratamento de cânceres sanguíneos,
matando as células tumorais) R$ 37 mil. LIBTAYO (um anticorpo monoclonal humano
utilizado para imunoterapia no tratamento de certos tipos de câncer, como
carcinoma) R$ 32 mil; REBLOZIL (o princípio ativo é o luspatercepte que aumenta
a produção de hemácias, sendo, portanto, utilizado para reduzir a necessidade
de transfusões de sangue em pacientes);
IMBRUVICA (é indicado para tratamento de certos tipos de cânceres do
sangue, como a leucemia linfocítica crônica, sendo anticâncer e de uso oral em
cápsulas) R$ 40 mil; e do TAGRISSO (cujo princípio ativo é indicado para o
tratamento de câncer do pulmão) R$ 32 mil; totalizando só numa distribuidora
cerca de R$ 06 milhões.
Os marginais retiravam, os medicamentos de
alto valor do estoque e ocultavam, os produtos em caixas destinadas ao descarte.
Esses bandidos transportavam tais caixas até a doca de expedição e entregavam,
os medicamentos, a terceiros posicionados em veículos. Era caracterizando,
esquema sofisticado, com planejamento prévio e divisão de estruturadas tarefas.
A trama correspondente, à organização criminosa.
A operação policial obteve, a colaboração e
o apoio da Polícia Civil do estado de Goiás, da ANVISA e da Vigilância
Sanitária de Goiânia. A Força Tarefa era para as diligências realizadas no
entorno do Distrito Federal (Valparaíso de Goiás e Novo Gama) e Goiânia. O líder da organização movimentou, em somente um
ano cerca de R$ 22 milhões em notas fiscais frias para “lavar o medicamento”,
bem como do emprego operacional da Divisão de Operações Especiais da PCDF.
Destaca-se, a gravidade desses crimes tendo
em vista que os delitos vão muito além de prejuízo financeiro. Não se trata
apenas de um esquema milionário, mas de um ataque direto à vida das pessoas. Elas
já sofrem imensamente de comorbidades. Esses criminosos colocaram, em risco
pacientes extremamente vulneráveis e que dependem, desses medicamentos para
sobreviver. Muitos medicamentos, não eram mantidos sob refrigeração e isso faz
com que perdem, os efeitos. Os remédios viraram, um placebo degradando, o
princípio ativo e tornando-os ineficazes ou até tóxicos, à saúde dos seres
humanos.
O crime de furto é punido pelo
artigo 155 da Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940 do Código Penal
Brasileiro, que diz: ”Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel
(furtar) é crime e a pena é de 01 a 04 anos de cadeia e multa”.
Já o roubo é punido, pelo artigo 157 do
Código Penal Brasileiro, que diz: “Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para
outrem, mediante grave ameaça ou violência, a pessoa, ou depois de havê-la, por
qualquer meio reduzido, à impossibilidade de resistência (roubar) é crime. A
pena é de 04 a 10 anos de cadeia e multa”.
Xilindró duplo e pesado, nesses marginais
e que eles apodreçam, lá, pra ficarem espertos. O que eu acho difícil e quase impossível de
acontecer, porque aqui no Brasil infelizmente, o crime compensa.
Eu só tenho, uma pergunta a fazer, pra você meu caro e querido
leitor:
_ “Desde quando, bandido assume, o que faz” ?
A verdade é que o Crime Organizado, em si é uma praga, que há mais
de 40 anos infelizmente instalou-se, no seio da sociedade brasileira e difícil
de ser destruído, mas não impossível. Basta, as autoridades, principalmente as
do Congresso Nacional fazerem, leis mais duras, rigorosas e sem brechas, para
passar, a mão na cabeça de criminoso nenhum e não poupar máfia nenhuma.
Passou da hora dos bandidos do Brasil, de uma forma geral, ou seja
“marginais pés de chinelo ou do colarinho branco, de terno e gravada sentirem,
o peso das mãos da Lei e da Justiça”. Isso, é, se é que existe Justiça de
verdade no Brasil.
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