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terça-feira, 11 de novembro de 2025

O MÁRTIR DO JORNALISMO POLICIAL DE BRASÍLIA




FOTOS DO MEU ARQUIVO JORNALÍSTICO PESSOAL

  Mário Eugênio Rafael de Oliveira, 31 anos de idade (FOTOS), o saudoso Gogó das Sete da inesquecível, amada, Rádio Planalto AM, 890khz e do jornal, Correio Braziliense. Lamentavelmente, nessa terça-feira, (11/11) completa-se e recorda-se, os 41 anos do seu bárbaro, cruel e covarde extermínio. A partir desse dia, Marão transformou-se, em um mártir na história do jornalismo policial de Brasília. A extinta Rádio Planalto AM, 890khz ficava localizada, no Setor de Rádio e Televisão no início da Asa Sul de Brasília. Eram 23 horas do domingo, 11 de novembro de 1984, quando o Marão deixou, os estúdios da também saudosa e  extinta, Rádio Planalto AM, 890khz. O repórter policial gravou junto com operador de rádio, Francisco Rezende, o “Chiquinho”, a última edição do seu programa, o Gogó das Sete. Esse noticiário ia ao ar de segunda à sábado, das 07 às 08 horas da manhã. Era um campeão de audiência sintonizado, pela população de Brasília e o seu Entorno no Goiás desde, a sua estreia em 1978.    O jornal Correio Braziliense e a emissora publicaram, no início da segunda-feira, (12/11), bem chuvosa, a triste notícia: MATARAM MÁRIO EUGÊNIO”. A manchete foi, o maior furo de reportagem desse dia e dizia, que o jornalista “repórter policial”, Mário Eugênio foi crivado de balas (FOTOS NO FIM DO TEXTO).

O ESQUADRÃO DA MORTE E A SENSURA

O Marão era amado, pela periferia, mas odiado, pelo Secretário de Segurança Pública, o coronel do Exército, Lauro Rieth, o delegado, diretor geral, Ary Sardella e os seus comparsas. O Gogó das Sete passou, o ano inteiro de 1984 inteiro investigando, o Esquadrão da Morte de Brasília, o maldito “Esquadrão da Escopeta”. O crime organizado era composto, por pela Polícia Civil do Distrito Federal e Militares do Exército. A facção agia impunimente no Planalto Central, no Entorno e promoveu naquela época, um verdadeiro banho de sangue. A máfia era chefiada, pelos malditos, Lauro Rieth e Ary Sardella.

Mário Eugênio, o Gogó das Sete da Rádio Planalto AM e do jornal, Correio Braziliense foi ameaçado de morte inúmeras vezes, por esses canibais. Corajoso, competentíssimo e decidido, o jovem repórter policial estava decido, a desmascarar, o maldito “Esquadrão da Escopeta”. Marão ignorou, as perseguições, as ameaças e foi detonado impiedosamente. O agente da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Divino José de Matos, vulgo “Divino 45”, (que de Divino e de José, ele só tem, o nome) já cumpriu, a sua pena e encontra-se em liberdade. Até pouco tempo, o pistoleiro era morador de Taguatinga Norte.  

O mesmo destino foi seguido, pelos outros assassinos. O sargento do Exército, o sargento Antônio Montari Nazareno formou-se, em Enfermagem, pela Universidade de Brasília (UNB) e foi aprovado, em um concurso público. Até então, o ex-militar trabalhava no Hospital Regional do Gama (HRG) e excluiu, o Nazareno do seu sobrenome. Moacir Assunção Loiola e Iracildo José de Oliveira, já morreram.

O delegado aposentado e ex-diretor da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Ary Sardella e o coronel do Exército e ex-secretário de Segurança Pública, Lauro Rieth eram moradores dos Lagos, Norte e Sul. Os dois foram excluídos do processo da morte de Mário Eugênio. Tudo isso, porque não foram provadas, as participações dos meliantes no crime e nem como patrocinadores.

 

MEMORIAL NEGADO: MAIS UMA INJUSTIÇA E COVARDIA CONTRA MÁRIO EUGÊNIO, O GOGÓ DAS SETE

      No dia 06 de junho de 2011, em uma sessão ordinária da  Câmara Legislativa houve, uma moção. Ela é de autoria da deputada Liliane Roriz, para o jornalista Mário Eugênio, o Gogó das Sete. Essa moção daria, o direito de construir, um memorial em homenagem ao saudoso comunicador do Correio Brazilense e da Rádio Planalto AM. Mas a deputada Rejane Pitanga (PT) voltou atrás e pediu a retirada do seu voto, sem justificar para no Plenário sua ação. Rejane Pitanga (PT) puxou, a sua metralhadora cheia de mágoas e fuzilou, o Marão em memória.

Dessa vez, o Gogó das Sete foi fuzilado também impiedosamente, por essa imbecil. “Eu tive, um professor e o melhor que já tive, em toda a minha vida. O Ronald que sofreu, muitas perseguições na sua vida, porque era homossexual e parece, que ele estava com o seu namorado na Rodoviária do Plano Piloto. Essa história foi levada aos programas, até que ele entrou, em uma crise de depressão e suicidou-se. Ele foi uma pessoa muito importante na minha vida e marcou, a minha vida”.

      Regiane Pitanga continuou, o seu relato. “Ele foi uma vítima de preconceito bravo, pelo Mário Eugênio e eu não ia votar favorável”. A jornalista citou, a homenagem que a Câmara Legislativa fez, ao comunicador e a parlamentar retrucou. “Eu sei, mas não sou obrigada a concordar. Tem esses capítulos, ele foi assassinado e eu me lembro perfeitamente”. A repórter perguntou, para política se a retirada do seu volto era, um repudio a moção criada, pela deputada, Jaqueline Roriz. Regiane Pitanga explicou. “Não é nem a moção. É esse fato que pra mim é muito difícil votar, numa moção em homenagem, a liberdade de impressa. Até porque, eu acho que não foi tão bem assim”.

      Regiane Pitanga concluiu, “Tudo isso, diante de uma pessoa, que eu tinha a proximidade. Ele foi meu professor, ele era um artista plástico e se chamava, Ronald. Um dos melhores professores, que eu já tive, em toda minha vida. Então, isso me dificultava completamente, a votar. Eu acho que a deputada tem, todo o direito de fazer, a moção e diante desse fato, eu pedi pra registar, a minha posição ao contrário”.

A MINHA ADMIRAÇÃO E HOMENAGEM

Há muito, a minha admiração, carinho, respeito, pelo Mário Eugênio e pelo seu trabalho, não é surpresa, pra ninguém que me conhece. Desde criança, eu sempre fui fã do Gogó das Sete e sonhava futuramente trabalhar, com ele aqui em Brasília. Mas a maldita máfia policial do Planalto Central fuzilou, o Marão e de certa forma destruiu, o meu sonho.

Mas eu me vinguei impiedosamente, quando eu escrevi e publiquei, a biografia do Gogó das Sete. Um trabalho único, eterno, verdadeiro, que conta a história de uma polícia sem escrúpulos, desonesta e assassina. Para mim é sempre uma honra, um prazer prestar homenagem, ao Mário Eugênio, o Gogó das Sete. Eu o faço, com muito amor e carinho, de um verdadeiro e eterno fã. O jornalista Mário Eugênio Rafael de Oliveira está sepultado, no túmulo 288, do Setor A, da Quadra 318 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul do Centro de Brasília.

A minha vida inteira, eu nunca escondi de ninguém, a minha imensa admiração, pelo Mário Eugênio, o Gogó das Sete do Correio Braziliense e da Rádio Planalto AM. Eu sempre afirmei, que foi através dele e de mais outros três jornalistas: Roberto Cavalcanti, o Perdigueiro,  Valter Lima e o Caco Barcelos, que eu me interessei, pelo jornalismo policial.

     Hoje, eu sou mais um na luta contra o crime e me orgulho muito disso. Eu não podia fechar, a edição do Heron Notícias, sem registrar aqui, os 41 anos do extermínio do querido e saudoso, Mário Eugênio, o Gogó das Sete. Ele era sério, destemido, um mártir do jornalismo policial de Brasília e só falava, a verdade. O problema é que aqui no Brasil ser honesto, dizer a verdade, denunciar mafioso é crime inafiançável e com pena de morte decreta.     

      Quem se atreve, a fazer isso sabe, que é um crime sem chance de defesa e inafiançável. É um caminho árduo, cruel, injusto e sem volta. Pra segui-lo, o jornalista tem que amar muito, o jornalismo policial, amar intensamente falar, a verdade, fazer justiça e não ter medo de morrer.

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